

Traficante suspeito de atirar em agente da CORE é morto em operação no RJ
Na manhã de quinta-feira, 8 de outubro de 2025, uma ação policial no bairro Campinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na morte de Ygor Freitas de Andrade, conhecido como Matuê, apontado como chefe do tráfico na comunidade da Gardênia Azul. Dois suspeitos que seriam seus seguranças também foram mortos em confronto com agentes da Polícia Civil.
Quem era Matuê e o que pesava contra ele
Ygor “Matuê” era investigado por coordenar invasões de áreas dominadas por facções rivais e por ser suspeito de disparar o tiro que matou o policial civil José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), em maio deste ano.
Ele também teria envolvimento em outro confronto, ocorrido em agosto, que deixou seis mortos.
Contra ele havia três mandados de prisão em aberto.
A operação policial
A operação que culminou na morte de Matuê foi comandada pela subsecretaria de Inteligência (Ssinte), pela CORE e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP).
Essa ação integra a chamada “Operação Contenção”, uma ofensiva estratégica destinada a frear o avanço territorial do Comando Vermelho (CV) na Zona Oeste do Rio.
Durante a ação, em represália, grupos criminosos atearam fogo a barricadas em pontos de acesso, como na Estrada da Chácara, um dos acessos à favela conhecida como Chacrinha.
O clima na região permaneceu tenso mesmo após o enfrentamento.
Consequências e reflexões
A morte de um líder acusado de crimes graves como Matuê pode provocar diferentes efeitos. Por um lado, reforça a atuação do Estado no combate ao crime organizado, especialmente quando o indivíduo é suspeito de atacar agentes de segurança. Por outro lado, como já observado em outros contextos, pode gerar disputas internas entre facções pelo vácuo deixado, reação violenta em áreas conflagradas e risco à população local.
Além disso, o episódio chama atenção para a intensidade das operações policiais em favelas, o método de confrontos armados e os desafios de garantir não só a segurança, mas também o respeito aos direitos humanos e à integridade de moradores em áreas de conflito.