

Trump diz que Hamas será desarmado; palestinos teriam rejeitado exigência
Em meio à escalada diplomática no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou que o grupo Hamas será desarmado, em consonância com um acordo de paz proposto por sua administração. Segundo essa versão, os palestinos teriam rejeitado inicialmente a exigência de desarmamento como condição para firmar o pacto.
Contexto do plano de paz
Desde setembro de 2025, Trump tem apresentado uma proposta de plano de paz em Gaza com múltiplos pontos — que incluem cessar-fogo, liberação de reféns e desmilitarização do Hamas.
Parte da estratégia anunciada é que o Hamas renuncie ao controle militar na Faixa de Gaza e ceda espaço para uma administração de transição.
No entanto, documentos públicos e comunicações do Hamas indicam que o grupo não aceitou sem ressalvas a exigência de desarmamento imediato.
As declarações de Trump e as contradições políticas
Durante sua visita a Israel, Trump reafirmou que o Hamas cumprirá o desarmamento, e chegou a afirmar que a guerra em Gaza havia terminado.
Mas a declaração não é unânime: o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu voltou a afirmar que a campanha militar ainda não está encerrada, criando uma divergência pública entre aliados.
Trump também sugeriu que o Hamas teria autorização temporária para conduzir operações de segurança interna na Faixa de Gaza — algo que, segundo ele, serve para evitar um vácuo de poder enquanto a reconstrução avança.
Reações e desafios no terreno
Hamas: embora tenha concordado com partes do plano, o grupo exigiu esclarecimentos e pediu mais tempo para consultar suas bases antes de aceitar plenamente o desarmamento. Opera reafirmou que deseja que o desarmamento e a desmilitarização aconteçam, “pelas boas ou pelas más”, caso não haja rendição voluntária.
Situação humanitária: com o conflito devastando partes de Gaza, há expectativa de que o plano inclua corredores humanitários e a liberação de reféns como parte da primeira fase.
O que isso significa para o futuro
A retórica em torno do desarmamento do Hamas e a insistência de Trump em afirmar que “a guerra acabou” refletem tanto uma estratégia diplomática quanto riscos de quebra de consenso entre os parceiros envolvidos.
Se o Hamas aceitar o desarmamento — totalmente ou em etapas — isso poderá abrir caminho para uma nova configuração política em Gaza, com entidades de transição e supervisão internacional. Mas os obstáculos são muitos: confiança mútua, segurança no terreno e garantia real de cumprimento das cláusulas do pacto.