

Uma nova subvariante da Covid-19, conhecida como “Cicada”, tem chamado a atenção de especialistas ao redor do mundo por apresentar um número elevado de mutações e já estar presente em diversos países.
A cepa, identificada cientificamente como BA.3.2, é uma sublinhagem da variante Ômicron e vem sendo monitorada por autoridades de saúde devido à sua rápida disseminação internacional.
O que é a variante “Cicada”?
A “Cicada” é resultado da evolução natural do coronavírus, que continua sofrendo alterações genéticas ao longo do tempo. Essa subvariante foi detectada inicialmente em 2024 e, desde então, passou a ser identificada em diferentes regiões do mundo.
Atualmente, já há registros em pelo menos 23 países, o que reforça a necessidade de acompanhamento constante por parte de cientistas e órgãos de saúde.
Por que essa variante preocupa?
O principal fator que chama atenção é o alto número de mutações. A “Cicada” possui cerca de 75 alterações genéticas, principalmente na proteína spike — estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas.
Esse grande número de mutações pode facilitar o chamado “escape imunológico”, ou seja, a capacidade do vírus de infectar pessoas mesmo após vacinação ou infecção anterior.
Apesar disso, especialistas destacam que mais mutações não significam, necessariamente, uma doença mais grave.
Sintomas continuam semelhantes
Até o momento, os sintomas da variante seguem o mesmo padrão observado em outras versões recentes da Covid-19, sendo geralmente leves na maioria dos casos.
Entre os principais sinais estão:
Febre
Tosse
Dor de garganta
Coriza ou congestão nasal
Cansaço
Dor no corpo
Essas características indicam que, apesar das mutações, o comportamento clínico da doença não mudou significativamente.
A variante é mais perigosa?
Segundo especialistas e órgãos internacionais, não há evidências de que a “Cicada” cause quadros mais graves ou aumente o número de hospitalizações em relação a outras subvariantes da Ômicron.
O principal ponto de atenção continua sendo sua capacidade de se espalhar e driblar parcialmente a imunidade existente.
Vacinas continuam sendo essenciais
Mesmo com as mutações, a vacinação segue sendo a principal forma de proteção contra formas graves da doença.
Especialistas reforçam que manter o esquema vacinal atualizado é fundamental, principalmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
Situação no Brasil
Até o momento, não há registro oficial da variante “Cicada” no Brasil, segundo informações das autoridades de saúde.
Ainda assim, como outras variantes já fizeram anteriormente, existe a possibilidade de que ela chegue ao país, o que reforça a importância da prevenção.
A variante “Cicada” mostra que o coronavírus continua evoluindo e exigindo monitoramento constante. Embora não haja indícios de maior gravidade, o alto número de mutações acende um alerta para a vigilância epidemiológica.
Manter a vacinação em dia e adotar medidas básicas de prevenção continuam sendo as melhores formas de proteção diante das novas variantes.